A "vida" inteira eu reclamei da vida. No último mês repeti a frase "queria estar morta" pelo menos 400x. Mais sabe o que eu descobri? Que eu adoro viver! Que Deus está presente em tudo, nas pequenas coisas, nas grandes pessoas e em todos os acontecimentos.
Descobri que adoro acordar pela manhã e sair cambaleante até o banheiro para escovar os dentes, tomar banho, fazer xixi. E adoro minha mãe gritando "eu tô saindo, você vai ficar ai", sempre pego uma maçã e saio correndo para o carro.
Eu adoro trabalhar, me sentir útil, adulta, profissional. Gosto também de ser crítica, chata, bater de frente com a maioria das coisas, ter uma "personalidade dificil", afinal, esse é o meu jeitinho.
Eu adoro chegar na faculdade e gritar "ei imensa" para os meus amigxs. Eu adoro ganhar um abraço confortável. Chegar no RU e reclamar da comida, dizer que tô cansada de salada, que não posso comer arroz e perguntar "hoje o suco é de que cor?" também me faz feliz. Eu adoro risadas, rir, risos, pessoas. Eu amo a felicidade.
Feliz eu fico mesmo, quando aquele açaí, que eu combinei de tomar com minhas velhas amigas em março de 2012, dá certo. Gosto também de reclamar que elas namoram e não têm mais tempo pra mim. Adoro os novos amigos que Deus colocou na minha vida, eu nunca imaginei que pudesse contar com TANTA gente boa.
Eu adoro nunca ter tempo pra ir na academia, mas detesto quando não dá pra caminhar na praça dos girassóis. Gosto de ver os carros passando, as pessoas conversando, os pássaros voando. Adoro ver um homem bonito e cheiroso passando por mim e adoro ainda mais quando a boca dele tá na minha.
Também sou apaixonada pelo meu irmão, pela minha mãe e pela minha vó. Gosto de ver meu pai bem e feliz. Adoro ir na terapia e fico chateada por descobrir que quanto mais eu me conheço, mais merda eu faço. Gosto de reclamar e falar bosta no twitter.
Gostava de reclamar da vida também...mas hoje tudo o que eu quero é AGRADECER por ela e pelas pessoas especiais que Deus me deu. Sinceramente? Muito Obrigada!
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
"eu e meu marido, um só"
Desde muito cedo as mulheres
lutam por representatividade política, por igualdade de gênero e de direitos.
Hoje, a grande luta do movimento feminista é por uma reforma política que
amplie a presença das mulheres nos espaços de poder e por uma democracia
participativa, para que as mulheres também possam protagonizar as principais
decisões e mudanças do país. Justo, lindo, um sonho.
Nós, mulheres, precisamos de
representatividade no congresso, nas assembleias, nas câmaras. Mas, não
precisamos oportunizar apenas UMA mulher, mas UMA MULHER que lute em prol de
nossas causas, que lute ao favor de nossos direitos, que não privatize e mercantilize
nossos corpos, que nos garanta a liberdade do corpo e da mente. Atualmente, o
setor conservador tem se mostrado muito forte no processo eleitoral, travando
discussões importantes como a questão do aborto e do casamento gay. Precisamos
de mulheres nesses espaços!!!
A política é historicamente
dominada pelos homens e as mulheres têm permitido que essa dominação se estenda.
Não precisamos ir muito longe para citar um exemplo de dominação e submissão,
vamos olhar para o cenário político tocantinense. Semana passada, o candidato a
vice-governador da coligação “A experiência faz a mudança”, Marcelo Lelis (PV),
teve o registro de sua candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) e renunciou sua candidatura ao cargo.
Ok. Até ai tudo bem. Mas essa
semana, adivinha quem registrou candidatura ao cargo? Não, não foi nenhum outro
nome de peso da coligação e sim a esposa de Marcelo, Cláudia Lelis. Qual a
intenção de inserção no cenário político? Participar do processo? Representar
as mulheres? Não, nenhuma das alternativas, até que alguém prove o contrário. A
intenção é falar, sem palavras, que Lelis continua ali. Seria algo como: “Olha,
minha candidatura foi rejeitada, mas a minha mulher está aqui, meu sobrenome
está aqui, eu estou aqui, ainda serei eu que darei as coordenadas, que
comandarei, usarei o NOME dela para mim”.
Porque as mulheres têm se
permitido isso? Com a morte de Eduardo Campos (PSB) surgiram rumores que a sua
mulher, Renata Campos, assumiria a candidatura à presidência. Mas para quê? Para
dizer, “Eduardo Campos não morreu, o sobrenome ainda estará aqui, as ideias
dele também vão estar, somos um só”. A esposa é mulher, é companheira,
constrói e cresce junto, mas ela não é e nunca será uma extensão do marido, não
existe um só.
As mulheres têm ideias próprias,
têm posicionamento, têm sua luta de classe...Ok que não tenha luta de classe,
ok que não tenha ideias próprias, ok que não tenha posicionamento político. Mas
agora, virar “propriedade” do marido para garantir que ele não retire seu nome
de um processo eleitoral é demais pra mim e, sem dúvidas, envergonha à luta de
todas as mulheres pelos seus direitos e contra a dominação.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
não preciso de mais títulos..
Hoje eu não queria acordar pela manhã.
Eu não queria enfrentar os meus problemas.
Eu não queria encarar os meus medos.
Eu queria dormir.
Mas fugir nunca adiantou.
Sonhar sim...
Eu rascunho a minha felicidade todos os dias antes de
dormir.
Deve ser por isso que eu nunca quero acordar.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
NÃO de CL
Não me provoque, tenho armas escondidas...
Não me manipule, nasci para ser livre...
Não me engane, posso não resistir...
Não grite, tenho o péssimo hábito de revidar...
Não me magoe, meu coração já tem muitas mágoas..
Não me manipule, nasci para ser livre...
Não me engane, posso não resistir...
Não grite, tenho o péssimo hábito de revidar...
Não me magoe, meu coração já tem muitas mágoas..
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
super-conectado
Presenciei um assalto.
Pela primeira vez vi algo assim, mas não sei dizer o que me
surpreendeu mais.
Era um dia ensolarado na capital palmense, pra variar, e o
movimento na avenida JK era intenso. Não imaginava que aquela hora do dia, com
uma grande movimentação de pessoas, fosse encontrar um indivíduo sentado em um banquinho, com um
notebook conectado a um modem 3G no colo, um smartfone no ouvido e o outro na
mão. Mas as pessoas que passavam não estavam enxergando aquele cara sentado
ali, todo mundo também estava conectado ao seu universo tecnológico. Eu também
estava, mas a bateria do meu aparelho celular acabou e fui obrigada a observar
o que estava se passando no local, claro, enquanto procurava com certo
desespero uma tomada. Foi quando dois caras, jovens e fortes, abordaram o rapaz
conectado a vários apetrechos tecnológicos. Na mesma hora, um dos celulares que
estava na mão, foi direto ao chão e do chão para o bolso de um dos caras que
abordaram o rapaz sentado, que vou chamar de super-conectado. Um canivete
apontado para o rosto do super-conectado o desconectou. Com sua arma, os caras
jovens e fortes, que vou chamar de assaltantes, pegaram todos os acessórios e
apetrechos, e celulares, e computadores, e afins e colocaram tudo dentro da
mochila, que deveria ser o altar sagrado do super-conectado. E neste momento eu
fui surpreendida, o assalto não era nada perto do que eu estava prestes a
presenciar, o super-conectado tentou reagir, mas foi em vão e após a partida
dos assaltantes com toda a vida do super-conectado, este ficou sem reação. Era
como se o canivete o tivesse atingido em todas as partes do corpo, sua
expressão era de horror, de desgraça e ele gritou, ele chorou, ele esperneou,
mas ninguém ouviu, ninguém fez nada, ninguém o via ali. O super-conectado
começou a observar as pessoas passando, começou a sentir seus gritos abafados
pelo eco dos toques dos celulares, viu suas lágrimas caindo pelo mesmo motivo
que mantinha as pessoas distantes dele, começou a se questionar em que mundo
vivia e porque continuaria vivendo em um mundo sem seus apetrechos, ninguém
sabia o quanto aquilo valia pra ele e não valia nada. Será que super-conectado
tinha amigos? Uma família? Namorada? Observou todos a sua volta, não dava pra
viver nesse mundo real. Se jogou em frente ao trânsito intenso, ninguém o viu.
Mas eu estava ali, horrorizada.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
nunca mais..
Escrever é um velho hábito que deixei morrer. Deixei
morrer ou matei, não sei definir bem. O que sei é que nunca mais escrevi. Bem,
escrever, eu escrevi. A profissão me obriga a escrever e a escrever bem e a
escrever o tempo todo. Mas escrever por amor, nunca mais! Por amor, por amor a escrita,
por amor a vontade de escrever, por amar. Falando nisso eu nunca mais amei. E
não foi por querer não amar, foi porque eu nunca mais amei mesmo. Nunca mais
ninguém e nada despertou esse amor.
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